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sábado, 27 de novembro de 2010

Criminosos disparam contra helicóptero da polícia no Alemão

Segundo a polícia, a aeronave, que está na Zona Norte do Rio, é blindada.
Após ocupação da Vila Cruzeiro, criminosos fugiram para favelas do Alemão.

Um intenso tiroteio acontece no conjunto de favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, no fim da manhã desta sexta-feira (26). Segundo testemunhas, os tiros estão sendo disparados em direção dos helicópteros da Polícia Civil. Foi para lá que mais de cem criminosos fugiram na quinta-feira (25), durante a ocupação da Vila Cruzeiro, de onde também é possível ouvir tiros. Um major da Polícia Militar foi ferido por estilhaços no Alemão nesta manhã.

A cúpula da segurança pública do Rio confirmou que haverá operações no conjunto de favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte da capital. A operação, no entanto, ainda não tem data prevista. A informação foi confirmada por Paulo Henrique Moraes, comandante do Bope, e pelo subsecretário de Planejamento Operacional, Roberto Sá. “Já de imediato, o cerco a todos os acessos à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão está sendo feito por homens da PF, da Polícia Civil e da Polícia Militar", disse Roberto Sá.

Na quinta, o Bope fez uma megaoperação na Vila Cruzeiro com apoio de blindados da Marinha. Muitos criminosos fugiram pela mata para o Alemão, comunidade vizinha.

Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo do Rio, é uma reação à política das UPPs, quando a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. Desde 2008, 13 dessas unidades foram instaladas na cidade.

Mesmo após a megaoperação de quinta, o Rio de Janeiro viveu uma madrugada com mais ataques: foram pelo menos cinco registrados. Em balanço divulgado nesta sexta (26), a Polícia Militar informou que 72 veículos foram incendiados. Entre presos e detidos há 188 pessoas.

POLICIAL FERIDO - Um major da Polícia Militar foi ferido no fim da manhã desta sexta, depois de ser atingido na cabeça por estilhaços na estrada do Itararé, no conjunto de favelas do Alemão.

PATRULHAMENTO - Por volta de meio-dia, havia 180 policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e delegacias especializadas no interior da Vila Cruzeiro. O Bope permanece com o patrulhamento. Uma retroescavadeira do Bope retirou um caminhão que impedia a polícia de cruzar um dos acessos à favela.

DISQUE-DENÚNCIA -  O Disque-Denúncia recebeu 42 ligações com informações sobre a Vila Cruzeiro até as 11 horas desta sexta, informou o coordenador do serviço, Zeca Borges. Na noite de quinta, o Disque-Denúncia bateu o recorde de ligações sobre um mesmo assunto com 1.001 chamados até as as 22h30.

FERIDOS INTERNADOS - A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou que seis pessoas continuam internadas nesta sexta, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, vindos de confrontos na Vila Cruzeiro.

ESPAÇO AÉREO FECHADO - O espaço aéreo da Zona Norte do Rio foi fechado a pedido da polícia.

CORPO E MOTOS ENCONTRADOS - Agentes informaram ter encontrado um corpo e mais de 60 motocicletas no alto da Vila Cruzeiro em buscas nesta sexta. Segundo a polícia, são motos potentes e sem placas de identificação.

CASA INCENDIADA - Uma forte fumaça no local levou bombeiros ao interior da comunidade. Autoridades confirmaram que uma casa pegou fogo.

COMBOIO - Por volta das 9h, um comboio de mais de dez carros da Polícia Federal e outros pelo menos oito do Bope subiram a favela para reforçar os cerca de 100 homens que passaram a noite no local.

A Escola Municipal Brant Horta está sem aulas nesta sextaA Escola Municipal Brant Horta está sem aulas
nesta sexta (Foto: Bernando Tabak / G1)

ESCOLAS FECHADAS - As escolas da região da Penha estão sem aulas nesta sexta. Muitos alunos ainda tentaram ir às aulas, mas receberam a orientação de voltar para casa. De acordo com uma professora de um colégio municipal, que preferiu não se identificar, “muitas mães já ligaram informando que não iam mandar os filhos para a escola”.

'ACOSTUMADOS' - No entorno do Alemão, mesmo após as cenas da fuga de mais de cem criminosos para a região, alguns moradores negam estar amedrontados e dizem já estar acostumados com a violência. "É rotina, é normal", disse a proprietária de um bar. "Eu não vi nada, mas nem precisa, vivemos isso todo dia", contou outra comerciante.

BLINDADOS - Segundo o comandante do Bope Paulo Henrique Moraes, que participou da megaoperação na quinta de dentro de um dos blindados, as armas dos blindados da Marinha não devem ser usadas nas ações na Vila Cruzeiro nesta sexta. "Não é uma operação de guerra comum porque há muitos moradores. [É preciso] usar [as armas] de maneira criteriosa porque ali vivem cidadãos de bem e trabalhamos pelo menor número de feridos possível”. Veja no vídeo ao lado entrevista ao "Bom Dia Brasil".

AJUDA DA PF - Policiais Federais auxiliam no patrulhamento do entorno do Conjunto de favelas do Alemão e na Vila Cruzeiro. A Polícia Civil e o Bope também monitoram algumas entradas das comunidades que ficam no complexo.

GALERIA DE FOTOS - Confira seleção de imagens das operações policiais e dos ataques no Rio desde o último domingo.

Oficial durante ação na Vila CruzeiroOficial durante ação na Vila Cruzeiro (Foto: Pablo
Jacob / Agência O Globo)

MILITARES - Na noite de quinta, o Ministério da Defesa informou, que, a pedido do governo do Rio de Janeiro, 800 militares do Exército vão auxiliar a polícia local no combate à onda de violência na capital do estado e em cidades vizinhas.

MEGAOPERAÇÃO - Na quinta-feira (25), as polícias Militar e Civil realizaram uma megaoperação na comunidade para prender criminosos. A ação da polícia foi liderada pelo Bope, que contou com pelo menos 150 homens e com o apoio da Marinha, que cedeu inicialmente seis blindados. Uma hora depois do início da operação 200 policiais civis e mais três blindados da Marinha e quatro caveirões do Bope chegaram para dar reforço à ação.

Fonte: http://g1.globo.com

Fiquem Atentos para próximas Palestras e Eventos na Go Air.

As próximas semanas prometem movimentar a Go Air. Além das palestras gratuitas realizadas no auditório, voltadas à pilotos, instrutores e alunos, com personalidades de renome em segurança de voo e a frente da carreira de piloto de helicóptero, na instrução está prevista a visita a Torre de Controle de Marte. Os eventos são coordenados pela Agente de Segurança Operacional da Go Air, Paula Soffo (ASO 10.349).
Inscrições e mais informações sobre os eventos no email: paula@goair.com.br

Programação Completa:
30/11 (3ª feira), às 16h00

O Tenente Coronel Luiz Rogério da Nave e Castro, do SERIPA IV (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Região 4) ministra palestra sobre Disciplina de Voo. Inscrições Abertas.

07/12 (3ª feira), às 15h00

“A Realidade da Carreira de Piloto de Helicóptero” é o tema da palestra que será ministrada pelo presidente da ABRAPHE (Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero), Cmte Cleber Mansur. Inscrições Abertas.

08/12 (4ª feira), às 14h00

Visita a Torre Marte.
Com acompanhamento do Capitão Pereira, que ministrou palestra em novembro sobre Segurança Operacional, o objetivo da visita é oferecer ao aluno de PPH, PCH, a oportunidade de conhecer o outro lado da operação e acompanhar de perto como funciona o trabalho dos controladores, a visualização que eles têm estando na Torre, entre outros detalhes do trabalho.
Participe!

Fonte: http://bloggoair.blogspot.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bope critica uso de helicópteros por emissoras de TV

O Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (Bope) criticou a utilização de helicópteros por parte das emissoras de televisão para transmitir o conflito entre policiais e criminosos no Rio de Janeiro.

Por meio do Twitter, o batalhão classificou como “desserviço” o sobrevoo das aeronaves sobre o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. “Um desservico prestado pelas aeronaves da Record e Globo!”, diz o grupo no microblog.

Através dos helicópteros, as emissoras registraram a fuga dos bandidos da Vila Cruzeiro, ocupada pela polícia nesta quinta-feira, e a chegada dos mesmos ao Complexo do Alemão.

Super-helicópteros decolam rumo aos 500 km/h

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O X3 da Eurocopter se parece ainda mais com um avião, já que tem asas, onde são fixados dois propulsores.

Helicópteros com superpoderes

Nos seriados de TV Águia de Fogo e Trovão Azul os helicópteros eram as verdadeiras estrelas e sempre brilharam mais do que os atores.

Como convém aos filmes de aventura, esses super-helicópteros eram, por assim dizer, dotados de superpoderes, muito além do que qualquer helicóptero real pudesse sonhar.

Mas talvez não por muito tempo. Como convém ao mundo real, os projetistas sempre perseguem a ficção, que não por acaso é uma fonte inesgotável de inspiração.

Uma empresa norte-americana e uma europeia começaram a testar os protótipos dos seus helicópteros superpoderosos, máquinas capazes de atingir até 500 km/h e que prometem dobrar a velocidade das máquinas atuais nos próximos cinco anos.

E por que tanta pressa? É que os helicópteros são imbatíveis em suas capacidades de manobra e de chegar a qualquer lugar. Mas, quando se trata de chegar rapidamente ao local de um acidente ou de levar um ferido já resgatado para um hospital, os helicópteros são sonolentamente lentos.

Subsônico e supersônico

O limite de velocidade dos helicópteros deve-se a uma combinação dos limites aerodinâmicos com a necessidade de um consumo razoável de combustível, o que limita os modelos atuais a velocidades de até 300 km/h.

Ou seja, envenenar um helicóptero não é uma mera questão de adicionar HPs ao motor e aumentar o tanque de combustível. As pás do rotor superior, que dão sustentação e impulso à frente, têm limites de rotação bem definidos.

Se o rotor gira a uma velocidade logo abaixo da velocidade do som - o rotor, não o helicóptero - quando a pá começa um giro na traseira do helicóptero em direção à frente, sua velocidade é equivalente à soma da velocidade do rotor e da velocidade do helicóptero, o que faz com que ela atinja uma velocidade supersônica.

Enquanto isso, a pá que está no movimento oposto, saindo da frente do helicóptero e indo na direção da traseira, permanece em velocidade subsônica.

O problema é que as forças aerodinâmicas são diferentes em velocidades subsônicas e supersônicas. Se os dois regimes forem atingidos simultaneamente, gera-se uma instabilidade e uma perigosa perda de sustentação.

Super-helicópteros decolam rumo aos 500 km/h

Para virar em baixas velocidades, até 110 km/h, o X2 usa a tradicional inclinação das pás. Acima disso, ele usa um leme, como um avião. [Imagem: Sikorsky]

Helicópteros do futuro

Ou seja, para empurrar um helicóptero mais rapidamente é necessário fornecer empuxo por outros meios.

Nos anos 1970, a Sikorsky e a NASA construíram um protótipo, chamado XH59A, que tinha duas turbinas, que eram acionadas quando o helicóptero atingia uma determinada velocidade.

Embora o protótipo tenha alcançado velocidades de até 400 km/h, a transição do rotor para a turbina se mostrou problemática demais.

O XH59A vibrava muito, consumia combustível demais e ainda precisava de dois pilotos para fazê-lo voar.

Agora, passados 40 anos, os computadores e controles de vibração mais modernos estão reavivando a ideia.

A Sikorsky começou a fazer os primeiros testes de voo com o seu modelo X2. Do outro lado do Atlântico, a Eurocopter está avaliando o seu X3 - uma jogada de marketing em torno dos nomes maior do que parece: o nome do modelo europeu não é "xis três", é "xis ao cubo".

Os controles eletrônicos permitem que um único piloto dê conta do recado. E, em vez das beberronas turbinas, o impulso adicional é dado por hélices.

Sikorsky X2

O maior desafio foi se livrar do rotor de cauda, necessário para ajudar o helicóptero a virar e evitar que ele gire em círculos. Mas o eixo traseiro se tornou necessário para virar o propulsor traseiro e dar dirigibilidade à aeronave.

A Sikorsky resolveu o problema adicionando dois conjuntos de pás ao rotor superior, girando em sentidos opostos - o equilíbrio do torque entre as duas pás impede que o helicóptero gire sobre o próprio eixo.

Para virar em baixas velocidades, até 110 km/h, o X2 usa a tradicional inclinação das pás. Acima disso, ele usa um leme, o que tecnicamente o coloca perto de um avião, embora a sustentação ainda seja gerada pelo rotor.

Super-helicópteros decolam rumo aos 500 km/h

O X2 já está voando para valer, rumo à meta de alcançar 500 km/h. [Imagem: Eurocopter]

Eurocopter X3

O X3 da Eurocopter se parece ainda mais com um avião, já que tem asas, onde são fixados dois propulsores. Em altas velocidades, essas asas contribuem com até 40% da sustentação, o que alivia o trabalho do rotor.

Como o X2, ele não tem rotor de cauda. A estabilidade e a capacidade de virar são obtidas com um ajuste preciso da aceleração dos dois motores. Tudo é feito eletronicamente, de forma que o único piloto faz seu trabalho exatamente como em um helicóptero normal.

O X3 mal começar a sair do ninho: ele bateu as asas por meros 35 minutos até agora. Isto é normal no desenvolvimento desses protótipos, quando as várias etapas do teste são realizadas em pequenos incrementos - a cada passo, pára tudo, os dados são cuidadosamente avaliados, e só então é dado o passo seguinte.

O X2 já está voando para valer, rumo à meta de alcançar 500 km/h. Em Setembro ele quebrou "não oficialmente" o recorde de velocidade para helicópteros, alcançando 463 km/h. O recorde que ainda vale, obtido em 1986, é de exatos 400 km/h.

O que ainda não está claro é se estas novas aeronaves, com asas e vários motores, continuarão sendo enquadradas na categoria dos helicópteros.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aviação civil testa bioquerosene.

A primeira aeronave comercial em operação no Brasil e na América Latina a voar com bioquerosene decolou na última segunda-feira, 22 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ), com 50% do biocombustível misturado ao querosene de aviação em uma de suas turbinas. O Airbus A320 partiu do Aeroporto Galeão (RJ) sem passageiros, voou 45 minutos e retornou ao ponto de partida. O bioquerosene utilizado foi produzido com óleo de pinhão manso fornecido pala Associação Brasileira de Produtores de Pinhão Manso (Abppm).
O transporte aéreo mundial é responsável por cerca de 2% dos gases de efeito estufa liberados na atmosfera. O uso de combustível renovável é uma opção para reduzir essas emissões. Segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), o pinhão manso é uma das três matérias-primas mais promissoras do mundo para a aviação. A previsão é de que esse biocombustível seja incorporado ao cotidiano aeronáutico dentro de cinco anos.
O pinhão manso (Jatropha Curcas L.) é uma oleaginosa (vegetal rico em óleo) da família das Euphorbiaceas e é considerada pelo Plano Nacional de Agroenergia (PNA), matéria-prima potencial para a produção de biocombustíveis. Segundo o coordenador-geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Denilson Ferreira, é prioridade entre as espécies com potencial para a agroenergia e o governo federal vem buscando obter o domínio tecnológico necessário. “Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento do pinhão manso se justificam pelo fato de se tratar de uma espécie perene, que possibilitará obter mais energia da planta, em razão do elevado teor de óleo e potencial produtivo, além das características físico-químicas adequadas à produção de biocombustível”, destaca o coordenador de Agroenergia.
Ferreira informa ainda que, entre as principais ações do governo federal para a domesticação da cultura, estão os investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos ministérios da Agricultura e da Ciência e Tecnologia e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O coordenador citou também o 1º Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão Manso, realizado no ano passado. Ele destaca o investimento de R$ 6,8 milhões em projetos de formação do Banco Ativo de Germoplasma, coordenado pela Embrapa Agroenergia, o que garantirá maior número de variedades da espécie disponíveis no mercado.
Aliança
Em maio deste ano, foi formada a Aliança Brasileira para Biocombustíveis de Aviação (Abraba), composta por empresas aéreas e de pesquisa, produtores de biomassa e fabricantes aeronáuticos, visando ao desenvolvimento e à certificação de biocombustíveis sustentáveis para a aviação.
A Abraba acredita que a utilização de combustíveis renováveis produzidos a partir de biomassa é fundamental para manter o crescimento da indústria de aviação em uma economia de baixa emissão de carbono. A reconhecida capacidade do Brasil em desenvolver fontes energéticas alternativas, aliada ao conhecimento das tecnologias aeronáuticas, resultará em significativo ganho para o meio ambiente, minimizando o impacto sobre o desenvolvimento econômico.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sagem e Aeroeletrônica vão projetar sistemas para o helicóptero Esquilo

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A francesa Sagem e a Aeroeletrônica, controlada pelo grupo israelense Elbit, formalizam hoje um contrato de parceria para desenvolvimento conjunto de novas soluções em sistemas aviônicos, que serão usados na modernização do painel de instrumentos do helicóptero Esquilo AS350, da Helibras. A nova solução, segundo o vice-presidente da Helibras, Eduardo Mauad, poderá ser fornecida para toda a frota de 300 helicópteros AS350 em operação hoje no Brasil.

O primeiro contrato em potencial para os novos sistemas aviônicos da Sagem e Aeroeletrônica, de acordo com o executivo, deve ser feito com o Exército brasileiro, que negocia com a Helibrás um programa de modernização de sua frota de 36 helicópteros Esquilo AS 350. "Estamos em fase final de discussão com o Exército sobre a modernização do painel de instrumentos e dos sistemas de navegação dos helicópteros e eles já demonstraram interesse na instalação de sistemas digitais. Atualmente, o Esquilo AS350 possui painéis de instrumentos analógicos.

Os novos aviônicos que serão desenvolvidos pela Sagem e Aeroeletrônica compreendem um sistema integrado com telas MFD (Multifunction Display), que reúnem informações eletrônicas de navegação. Os componentes das telas serão fornecidos pela Sagem e a Aeroeletrônica entrará com o computador e a montagem das telas no Brasil.

A novo produto será um item opcional a ser instalado pela Helibras para atender a frota de AS350 Esquilo em operação no Brasil, mas também tem potencial para ser exportado. "O painel de instrumentos eletrônico traz um benefício enorme para os operadores de helicópteros, pois além de reduzir custos de manutenção, facilita o trabalho dos pilotos, que passam a concentrar a visão em apenas uma tela, onde estão todas as informações". No sistema analógico, o piloto precisa olhar para vários mostradores.

"Trata-se de um conceito novo, que ainda não é utilizado nos helicópteros da Eurocopter na Europa e será desenvolvido no Brasil". Segundo Mauad, a Aeroeletrônica vai produzir os sistemas aviônicos do Esquilo em sua fábrica de Porto Alegre. A francesa Sagem é controlada pelo grupo Safran, do qual também faz parte a fabricante de motores aeronáuticos Snecma. O grupo Elbit e a Sagem anunciaram, recentemente, a formação de uma joint venture internacional para atuar no setor de sistemas aéreos não-tripulados.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Nota de esclarecimento Go Air “Acidente com Aeronave R-22 PT-HOL em 04/11/2010

Como todos sabem somos parceiro da Go Air, através deste post venho divulgar informações à respeito do acidente ocorrido no dia 04/11/2010 no Campo de Marte.

AOS AMIGOS E PARCEIROS CONECTADOS À GO AIR.

Há mais de um ano, desde que iniciamos este contato direto via o nosso blog, dividimos todas as novidades do setor de helicópteros, dicas de segurança, eventos entre outros assuntos. Fiéis ao nosso compromisso com as doutrinas de segurança, aproveitamos este canal de interação com os nossos pilotos, alunos, seguidores e aviadores de todo o Brasil para dar esclarecimentos sobre o acidente ocorrido na manhã de ontem (04/11) na Pista de Táxi do Campo de Marte e que envolveu o helicóptero R-22 de prefixo PT HOL cinza da Go Air.

O helicóptero estava em uso numa das aulas de instrução da nossa escola, com instrutor e aluno a bordo quando o acidente ocorreu. No momento do acidente, por volta das 8H55, aluno e instrutor se preparavam para pousar após cerca de 40 minutos em aula.

Nós que lidamos com as surpresas dos ares há anos, sabemos que devemos estar sempre atentos e preparados para evitar acidentes, mas sabemos também que os grandes procedimentos de segurança foram criados a partir de acidentes. Deste incidente, extraímos a experiência e o aprendizado para incorporar novos procedimentos às nossas doutrinas de segurança, sempre com vista em preservar a vida dos nossos alunos e instrutores. No episódio de ontem, além do aprendizado, contar com instrutor e aluno ilesos representa uma grande alegria.

Estamos empenhados em oferecer todas as informações e materiais necessários para dar suporte às investigações, que estão sob a responsabilidade do Seripa IV e que já começaram. Acompanharemos todos os detalhes e nos comprometemos a voltar a nos posicionar oficialmente sobre o caso assim que as investigações estiverem concluídas.

A todos vocês, pilotos e alunos que têm nos procurado neste momento para dar apoio, enfatizamos o nosso compromisso com a formação de aviadores focados nas doutrinas de segurança e na prevenção de acidentes, procurando aprender com os erros e acertos de cada operação.

A Manutenção da aeronave PT HOL está em dia com a ANAC.

É importante aproveitar este espaço para esclarecer também que a Go Air – Escola de Aviação Civil para Pilotos de Helicóptero mantém em dia a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) de todas as suas aeronaves. O R-22 PT HOL envolvido no acidente, teve a sua IAM revalidada pelo Centro de Serviços da Robinson na quarta-feira (03/11). Como determina a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Declaração de Inspeção Anual de Manutenção (DIAM) foi enviada para o Departamento de Aeronavegabilidade da ANAC ontem (04/11), cumprindo o que determina a IAC 3108 §18.4 e §18.6, conforme documento descrito abaixo.

Mais uma vez reforçamos o nosso compromisso com a segurança de nossos alunos epilotos, mantendo a manutenção de todas as aeronaves, incluindo o PT HOL, em conformidade com as exigências da ANAC.

sábado, 6 de novembro de 2010

Faltam pilotos para atender demanda de helicópteros na produção do pré-sal.

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RIO - A exploração de petróleo no pré-sal pode esbarrar num gargalo que vem dos ares. Estima-se que a demanda por helicópteros que transportam passageiros até as plataformas em alto-mar (offshore) dobre em cinco anos, quando a mais promissora fronteira petrolífera brasileira estará em plena operação. Hoje, são cerca de 140 aeronaves, segundo a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros. Com isso, mostra reportagem de Danielle Nogueira, publicada neste domingo pelo GLOBO, a tripulação de 700 pilotos que atuam no segmento terá de crescer na mesma proporção. O que poderia ser uma oportunidade de emprego, porém, pode se tornar um problema por duas razões: tempo e custo de formação de mão de obra, o que já está levando o Congresso a analisar a possibilidade de importação de pilotos. Hoje, só brasileiros podem exercer a profissão.

Veja como funciona o novo helicóptero que está sendo usados pelos pilotos na exploração do pré-sal

Os campos de petróleo do pré-sal ficam a até 300 quilômetros da costa. Para voar trajetos tão longos - hoje a distância média das plataformas em alto-mar é de cem quilômetros - os helicópteros precisam ser maiores, de modo a transportar no mínimo 15 pessoas sem necessidade de parar para reabastecer por ao menos quatro horas. Atualmente, o único fabricante de helicópteros no país, a Helibras, não produz aeronaves de grande porte. A expectativa é que só em 2012 a empresa possa atender as especificidades do pré-sal.

Enquanto isso não acontece, empresas como Líder e BHS, as duas maiores operadoras de voos offshore no Brasil, resolvem a questão importando helicópteros. Juntas, elas investiram mais de US$ 300 milhões desde 2009 na compra de 16 aeronaves - entre elas o S-92, da americana Sikorsky - capazes de voar até as plataformas do pré-sal. O problema é que não há profissionais para pilotá-las em quantidade suficiente. Na BHS, por exemplo, apenas sete dos 140 pilotos são habilitados para comandar o S-92, o que levou a empresa a trazer seis instrutores de fora para qualificar sua tripulação.

- Esses equipamentos são modelos novos na indústria e nunca haviam operado comercialmente no Brasil. Isso nos obrigou a trazer instrutores estrangeiros - disse o diretor-executivo da BHS, Décio Galvão.

O comandante Paulo Coutinho: apesar da experiência, não pode pilotar o S-92/Foto:Gustavo Stephan - O Globo

Com cerca de oito toneladas e avaliado em US$ 27 milhões, o S-92 é praticamente um avião. É tão grande - tem capacidade para 18 passageiros, além da tripulação - que há até comissários de bordo nos voos. Para pilotá-lo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exige, entre outros, a carteira de piloto comercial, obtida após cem horas de voo, e um curso de navegação por instrumentos, no qual se aprende a pilotar guiando-se por satélite.

Há ainda mais um detalhe: das três mil horas de voo, 500 devem ter sido feitas em helicópteros de porte equivalente ao que o profissional vai pilotar. Como os equipamentos grandes eram raridade no Brasil, a maior parte dos pilotos brasileiros, mesmo os experientes, não podem comandar os novos S-92. É o caso do piloto Paulo Afonso Coutinho, de 46 anos, que há 15 anos faz voos offshore em helicópteros de médio porte. Agora, está sendo treinado pela BHS para comandar o S-92:

- Fiquei um mês nos EUA fazendo um curso teórico. Agora, atingir as 500 horas é questão de tempo.

Além do tempo de formação, o custo da mão de obra é outro entrave. Para comandar o S-92, o piloto terá de gastar cerca de R$ 160 mil em cursos e exames.

Fonte: http://extra.globo.com

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Helicóptero cai em São Paulo no Campo de Marte

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Um helicóptero, modelo Robson 22, caiu no Campo de Marte, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira. Um instrutor e um aluno se encontravam a bordo da aeronave no momento da queda. Os dois foram resgatados pelo helicóptero Águia da Polícia Militar.

A aeronave que caiu pertencia a uma escola de pilotos e estava se preparando para o pouso.

Segundo informações da "Rede Record", os dois resgatados estão conscientes. Eles foram levados para o Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Os bombeiros permaneceram na pista do Campo de Marte, onde combustível da aeronave acidentada se espalhava. Até o momento, não há informações sobre o que pode ter causado o acidente. A Aeronáutica vai investigar o caso.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Escolhidos fornecedores para helicóptero EC725

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O consórcio Helibras/Eurocopter assinou, nesta segunda-feira (18), os primeiros contratos com fornecedores brasileiros para suprimento de partes do EC725 destinado às Forças Armadas. As empresas contratadas são a InbraAerospace, fabricante de peças em materiais compostos, e a Toyo Matic Aerospace, que produz peças usinadas para a indústria aeronáutica.

A Inbra vai fornecer capôs e carenagens do cone de cauda, bem como a estrutura intermediária em material composto, tecnologia ainda não disponível no Brasil, a mesma empregada em outros helicópteros militares da Eurocopter como o Tiger e
o NH90, mas, a empresa deverá desenvolvê-los aqui no país.

A Toyo fará a usinagem da peça vital: punho da cabeça do rotor principal com máquinas de 4 e 5 eixos. O processo de seleção dessas empresas, que teve acompanhamento das Forças Armadas através da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), da Força Aérea Brasileira; do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, durou dois anos, entre avaliações técnicas e outras negociações.

Fonte: www.fab.mil.br

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